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        Em que consiste a prática educativa?

Para que serve a escola?

Podem os educadores e as instituições de ensino eximirem-se da formação política dos alunos?

Quem são os educadores que levantam a bandeira em nome de aplicações práticas para a mudança do nosso país?

 

Essas e outras questões me parecem fundamentais para serem discutidas no âmbito dos cursos de Pedagogia. Dessa forma, o MOSAICO PEDAGÓGICO não poderia deixar de reservar um espaço para divulgar o trabalho de educadores que durante suas trajetórias, têm-se debruçado sobre a importância de trazer à tona reflexões sobre a máxima: “Todo ato educativo é um ato político”.

Para nós, a leitura de Paolo Nosella, em seu livro: “Qual compromisso político? Ensaios sobre a educação brasileira pós-ditadura” (1998) tornou-se uma alavanca estimuladora para o estudo mais aprofundado desta temática. Com uma linguagem envolvente e crítica, Paolo faz com que a leitura de artigos como “O compromisso político do Intelectual”; “Gramsci e os educadores brasileiros”; “A escola brasileira no final do século:um balanço”, entre outros, motivem-nos a re-pensar o papel do educador no Brasil.

 

Afinal, como cita Gadotti (1985):

“O ato educativo é essencialmente político. O papel do pedagogo é um papel político. Sempre que o pedagogo deixar de “fazer política”, escondido atrás de uma pseudo-neutralidade da educação, estará fazendo, com a sua omissão, a política do mais forte, a política da dominação. Não acredito em uma educação neutra: ou fazemos uma pedagogia do oprimido (expressão de Paulo Freire) ou fazemos uma pedagogia contra ele.” (p.57)

 

 

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Referências Bibliográficas:

 

GADOTTI, Moacir. Educação e Poder: Introdução à Pedagogia do Conflito. SP: Cortez, 6º. Edição, 1985.

NOSELLA, Paolo. Qual compromisso político? Ensaios sobre a educação brasileira pós-ditadura. SP: EDUSF, 1998.